21 set Saiba como tratar e conviver com a incontinência urinária

Na entrevista abaixo, a ginecologista, Dra. Lídia Myung (CRM: 119213) fala sobre a incontinência urinária que é a perda involuntária de urina. O problema causa desconforto e constrangimento, mas tem cura e tratamento adequado. Saiba como detectar e o que você pode fazer para eliminar o problema.

1. O que é incontinência urinária? 

Consiste na perda involuntária de urina.

2. O que causa a incontinência urinária? 

Temos dois tipos principais: por hiperatividade da musculatura da bexiga e outra desencadeada por esforço, quando há perda do tônus do esfíncter da uretra.

3. Quais os exames capazes de detectar a incontinência urinária no organismo e que geralmente o médico solicita ao paciente? 

Entre os exames de diagnóstico que podem ser realizados estão: urinálise, cultura da urina, para verificar se há infecção, se for indicado, cistoscopia , exames urodinâmicos, urofluxo  e resíduo pós-miccional (RPM).  Outros exames podem ser realizados para descartar a possibilidade de fraqueza pélvica como causa da incontinência.

4. Além da vontade incontrolável de urinar e o escape involuntário de urina quais os outros sintomas da incontinência urinária e infecção? Quando devo procurar um médico?

Incontinência urinária é diferente de infecção urinária. A infecção pode causar sintomas semelhante à incontinência urinária geralmente de início recente e associado a dor na hora de urinar. Pode ser acompanhado também de febre e sangramento presente na urina. Sempre que constatado algum desses sintomas é aconselhável consultar um médico para o diagnóstico e tratamento corretos.

5. A incontinência urinária tem cura definitiva? 

Sim, na maioria dos casos.

6. Como é feito o tratamento? É necessário tomar medicação e passar por fisioterapia? 

Em caso de incontinência por hiperatividade da musculatura da bexiga está indicado uso de medicamentos associado à fisioterapia.  Para incontinência de esforço associada à diminuição de tônus do esfíncter da uretra, um tratamento cirúrgico corrige melhor esses casos, e a fisioterapia pode ajudar muito.

7. Em casos mais graves de incontinência urinária a cirurgia é a única solução? Como ela é feita? 

Em casos de incontinência urinária por esforços e diminuição do tônus do esfíncter da uretra, a cirurgia tem ótimos resultados, existe a colocação de uma faixa sob a bexiga, e na hora dos esforços a uretra encontra um aparato que é essa faixa cirúrgica, permitindo que a paciente não perca urina.

8. Por que as grávidas costumam ter incontinência urinária? 

Devido ao aumento da pressão intra-abdominal associada a um relaxamento da musculatura pélvica e mudança no ângulo de repouso da bexiga.

9. Mulheres mais velhas costumam ter mais incontinência urinária do que as mais jovens? Quais são os fatores de risco para desenvolver a incontinência?

Sim, mulheres na menopausa, por redução dos níveis hormonais possuem uma atrofia da musculatura pélvica e maior frequência de incontinência urinária. Mulheres após gestação e parto também sofrem mais com esse problema. Os fatores de risco são condições que aumentam a pressão intra-abdominal como gestação, obesidade, tosse crônica, atividades físicas de levantamento de peso por longos períodos, e situações que diminuem a resistência da musculatura pélvica como menopausa, traumas de parto, etc.

10. Existe alguma forma de prevenção? 

Manter peso ideal, atividade física que reforcem musculatura pélvica e perineal, são formas de prevenção.