21 set Quer aumentar os seios? Converse com seu médico

Que mulher nunca pensou em colocar silicone nos seios atire a primeira pedra. Mas que tipo de prótese utilizar? Atrapalha ou não os exames de rotina? Câncer e rejeição quais as chances? Essas e outras dúvidas são esclarecidas com o Dr. Rodrigo Arruda (CRM 97798) cirurgião plástico da Clínica Medicina da Mulher.

Desde quando as mulheres começaram a aumentar as mamas? É uma tendência recente?
Não é recente, temos relatos sobre o aumento das mamas desde o século XIX. Muitos materiais para realização deste procedimento foram utilizados, como as próteses de marfim e injeções de parafina. Mas foi só no início da década de 60 que surgiu o primeiro implante de silicone gel específico para uso médico.

Qual o formato ideal da prótese mamária?
O modelo e tamanho destes implantes serão determinados pelos médicos por medidas retiradas da anatomia de cada paciente. Para isso podem ser feitas simulações e antes de tudo uma conversa aberta entre médico e paciente para recomendar a prótese que melhor de adéqua à silhueta para que fique o mais natural possível.

É o procedimento cirúrgico estético mais realizado no Brasil?
A mamoplastia de aumento com inclusão de implantes é o mais procurado no Brasil e também no mundo.  Talvez porque é dos procedimentos plásticos que mais chama atenção, principalmente quando o resultado é natural e harmoniza com a mulher.

É possível amamentar e realizar implantes de rotina após o implante mamário?
O implante não atrapalha a amamentação. E todos os exames de rotina, como a mamografia, podem e devem ser realizados anualmente ou conforme orientação médica. Exames complementares como ultrassonografia das mamas ou até ressonâncias magnéticas podem ser feitas para detectar rupturas e a integridade da prótese.

O implante mamário causa câncer de mama? Existe “rejeição” do organismo sobre o implante mamário?
O implante não causa câncer nas pacientes. Raramente ocorre rejeição e, quando acontece, tratamos trocando a prótese e o plano de colocação.

Devemos trocar os implantes após quantos anos?
A paciente deve fazer um acompanhamento anual, normalmente realizado na rotina de exames ginecológicos com ultrassom, mamografia ou ressonância das mamas. Podemos manter os implantes por até mais de 20 anos.

Em dezembro de 2011 surgiu a polêmica dos implantes de silicone industrial, mais baratos. Quais os riscos?
Se comparado com os implantes tradicionais e autorizados, a probabilidade de rompimento da cápsula nestes casos pode aumentar em sete vezes.  O silicone industrial, em contato com os tecidos, pode provocar irritações e inflamações.

Qual procedimento essas mulheres devem seguir?
Procurar seu cirurgião ou um hospital do SUS credenciado para realizar uma avaliação rigorosa. Em caso de rompimento, a cirurgia poderá ser realizada por um destes hospitais. Não havendo ruptura, uma reavaliação preventiva de três em três meses deve ser feita.

Quais orientações dos órgãos competentes em relação às próteses?
A Diretoria da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e a Anvisa orientam para que as pacientes utilizem apenas próteses que possuam o selo Inmetro. Em nossas cirurgias só utilizamos aqueles implantes reconhecidos e autorizados por estes órgãos e também certificados pelo Inmetro.