21 set Clínica Medicina da Mulher

Entrevista com Dr. Mauricio Simões Abrão (CRM 52842), ginecologista e obstetra, presidente da Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE).

1 – A Clínica Medicina da Mulher possui mais de 20 anos de existência. Como ela começou e qual era o seu objetivo inicial?

Há 20 anos nós criamos a Clínica Medicina da Mulher com a intenção de termos uma visão global sobre a saúde da mulher. A base da história foi com meu pai, o Dr. Fauzer Simões Abão, um ginecologista que atuou desde o começo da década de 1960, cuidando da saúde da mulher. Ele fazia a ginecologia e a obstetrícia como um todo e praticava especificamente a Oncologia Ginecológica, tendo dirigido o serviço de Ginecologia do Hospital do Câncer por muitos anos. 

Ele participou ativamente do desencadear do conceito da “medicina da mulher”. Ele foi um dos grandes inspiradores dessa área, porque já trazia implícitos todos os princípios hoje aplicados por nós. De 20 anos para cá, a partir desse background e aliado ao meu desenvolvimento pessoal como ginecologista, criamos a Clínica Medicina da Mulher visando um olhar integral, e não restrito, sobre a saúde da mulher, focados em estar sempre atualizados em relação ao desenvolvimento mundial da medicina nessa área. 

Dentro desse olhar global e com a evolução da medicina, chegamos hoje em um momento de grande maturidade. 

2 – Qual a filosofia da Clínica?

Procuramos, a partir dos problemas que se apresentam, oferecer as melhores soluções. A nossa visão é focada em integrar as ações e promover a medicina global da pessoa, utilizando para isso uma das melhores características da medicina brasileira, que é uma boa relação médico-paciente.

Só é possível aplicar essa filosofia com a colaboração de um time de primeira linha. Temos especialistas de referência em cada área nas quais atuamos, que compreendem de forma geral a saúde da mulher. 

3 – O que a mulher procura quando vem à Clínica Medicina da Mulher?

Creio que as mulheres que procuram a Clínica Medicina da Mulher têm dois focos principais: da doença e da prevenção. 

Se a mulher olhar pelo foco da doença, ela encontrará aqui os melhores especialistas em problemas relacionados à ginecologia em geral, à dor, à infertilidade, ao câncer e a problemas do dia a dia, enfim, os mais variados problemas relacionados à saúde da mulher. 

Em termos de prevenção, acontece da mesma forma, e a paciente pode consultar aqui profissionais qualificados em áreas afins, que têm ganhado espaço progressivo dentro da medicina, como a nutrição, o tratamento da dor, o diagnóstico por imagem, o diagnóstico laboratorial. Tais áreas têm a perspectiva de crescer muito dentro da Clínica, por meio de parcerias de primeira linha que estabelecemos.

4 – Quais os diferenciais da Clínica Medicina da Mulher?

A Clínica Medicina da Mulher oferece às suas clientes os melhores profissionais em cada especialidade. Temos a característica de atuar de forma muito avançada em áreas como a infertilidade, com os melhores protocolos do mundo em relação a este tema, da endometriose, com o que existe de mais avançado nesse campo, na área da oncologia e em todas as demais que englobam a saúde da mulher. Creio que este, ao lado dos melhores diagnósticos, seja o grande diferencial da Clínica Medicina da Mulher. 

Outro fator é que aqui as especialidades conversam entre si. Não oferecemos apenas o melhor profissional para atender os problemas específicos de cada especialidade. O nosso conceito é maior, de integração. Na Clínica Medicina da Mulher tratamos de pessoas e não de órgãos.  

5 – Como o conceito de medicina integral é aplicado na Clínica?

O nosso conceito é que a paciente possa, na correria do mundo moderno, vir à Clínica e integrar as ações para resolver o seu problema. Se precisar colher um exame laboratorial, que ela o faça aqui e em um laboratório de primeira linha. Se precisar fazer um exame de imagem, uma coposcopia, uma vulvoscopia, que possa fazer tudo de forma integrada, com os melhores profissionais em cada área. Ainda, se ela precisar consultar especialistas em nutrição, fisioterapia, acupuntura, irá encontrar todas as respostas em um mesmo lugar, na Clínica Medicina da Mulher. 

6 – Como é feita a seleção dos profissionais que fazem parte do corpo clínico?

A seleção dos profissionais é feita de uma forma meritocrática, ou seja, as pessoas que estão conosco foram escolhidas criteriosamente a partir do potencial individual de cada um em atuar em determinada especialidade. 

7 – Qual a importância de integrar especialistas de diferentes áreas, como tratamento para a dor, acupuntura, nutrição, fisioterapia, medicina fetal, apoio à gestante e amamentação e reprodução assistida?

A importância é fazer com que essas especialidades e subespecialidades conversem entre si, para que seja possível atuar conjuntamente na solução de um mesmo problema. Creio que não adianta apenas o ginecologista observar um problema de dor, sem conversar com o especialista de dor ou com o acupunturista. A nossa intenção é fazer uma ação integrada em que todos entendam que a finalidade maior é cuidar globalmente das pessoas. Na Clínica Medicina da Mulher os profissionais podem acompanhar passo a passo o que os seus colegas estão fazendo.

8 – O senhor avalia que todos estes aspectos são fundamentais para o fortalecimento da instituição?

A Clínica Medicina da Mulher não é focada em nomes individuais e sim no conjunto de seu corpo clínico, funcionários, instalações, ou seja, em um atendimento global de alto nível. Sem dúvida, isso gera um fortalecimento para a instituição.

9 – O senhor considera que os homens podem ter interesse em visitar a Clínica Medicina da Mulher?

Hoje, a presença do homem acompanhando a mulher, seja na figura do pai, do namorado, do marido ou do filho, gera uma interação muito grande. Afinal, se visamos tratar pessoas e não órgãos, é fundamental atuar em sintonia e parceria com o ambiente no qual a paciente vive. Atualmente, não se aplica mais aquela visão que as clínicas voltadas para as mulheres são locais em que só vão mulheres. A presença do homem é bem-vinda tanto em termos de conscientização, como na ajuda no tratamento, pois eles têm a possibilidade real de colaborar e agir positivamente sobre a saúde daquela pessoa.