21 set Câncer de pele: o que é e como prevenir

A exposição ao sol de forma inadequada pode trazer inúmeros prejuízos à pele, além de ser responsável pelo câncer de maior incidência no Brasil: o cutâneo.

O câncer da pele é o crescimento anormal e descontrolado das células da pele. Elas se dispõem formando camadas e, dependendo da camada afetada, teremos diferentes tipos de câncer. Os mais comuns são os carcinomas basocelulares e os espinocelulares; o mais agressivo é o melanoma.

A radiação ultravioleta (UVA e UVB) é a principal responsável pelo desenvolvimento do câncer e o envelhecimento da pele. Ela se concentra nas cabines de bronzeamento artificial e nos raios solares.

O carcinoma basocelular é o tipo mais freqüente e representa 70% dos casos. É mais comum após os 40 anos, principalmente em pessoas de pele clara. Seu aparecimento está diretamente ligado à exposição solar acumulada durante toda a vida. Mesmo dificilmente causando metástase, pode destruir os tecidos à sua volta, chegando até cartilagens e ossos. É na infância e adolescência que se recebem cerca de 75% de toda a radiação solar da vida. Por este motivo, indivíduos nestas faixas etárias têm que estar muito bem protegidos.

Já o carcinoma espinocelular é o segundo tipo mais comum de câncer da pele, que pode se disseminar por meio dos gânglios linfáticos e provocar metástase. Entre suas causas estão a exposição prolongada ao sol, principalmente sem a proteção adequada; tabagismo; exposição a substâncias químicas com arsênio e alcatrão; e alterações na imunidade.

O melanoma é o tipo mais perigoso, com alto potencial de produzir metástase. Pode levar à morte se não houver diagnóstico e tratamento precoces. É mais frequente em pessoas de pele mais clara. Geralmente, inicia-se como uma pinta escura.

Como a incidência dos raios ultravioleta está cada vez mais agressiva na Terra, as pessoas de todos os tipos de pele devem estar atentas e se proteger quando expostas ao sol. Os grupos de maior risco são aqueles que têm pele clara, sardas, cabelos claros ou ruivos e olhos claros. Além destes, os que têm casos de melanoma na família, queimaduras solares, incapacidade para bronzear e pintas, também têm que estar atentos.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda que as pessoas se protejam quando houver exposição ao sol: por meio do uso de chapéus, camisetas e protetores solares. Também deve-se evitar a exposição solar entre 10 e 16h, especialmente no horário de verão. É importante que as barracas usadas na praia sejam feitas de algodão ou lona, pois elas absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de nylon deixam passar 95% desta radiação.

Para o uso de filtros solares, é sugerida a reaplicação a cada duas horas ou sempre que necessário, ainda mais após suor excessivo ou entrar na água. O ideal é que o Fator de Proteção Solar (FPS) seja de, no mínimo, 15.

Além da proteção solar, é importante fazer uma avaliação clínica da pele, com um dermatologista, para prevenir o desenvolvimento da doença. É preciso estar atento a alguns sinais:

  • Um crescimento na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida;
  • Uma pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho;
  • Uma mancha ou ferida que não cicatriza e continua a crescer, apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.

Para auxiliar na identificação dos sinais perigosos, basta seguir a Regra do ABCD:

  • Assimétrico
  • Bordas irregulares
  • Cores: duas ou mais
  • Diâmetro maior que 6 mm

O ideal é sempre consultar um dermatologista, que é o profissional mais adequado para dar orientações quanto à prevenção e ao tratamento das doenças da pele, cabelos e unhas.