Considerada uma doença da mulher moderna, a endometriose caracteriza-se pela presença do endométrio fora do útero. O endométrio corresponde ao tecido que reveste a cavidade do útero, preparando-o para receber o embrião. Quando não ocorre fecundação, este tecido se descama e é eliminado através da menstruação. Na endometriose, este tecido se implanta fora do útero, migrando, por meio da corrente sanguínea, para os ovários, ligamentos pélvicos, intestinos, bexiga, apêndice e vagina. Em casos mais raros, pode ser encontrado em outras partes do corpo, como pulmão, pleura e sistema nervoso central. Isso faz com que a doença seja tratada de maneira multidisciplinar, por especialistas de diversas áreas.
Algumas teorias apontam as causas do aparecimento do endométrio fora do útero. A mais conhecida é a “menstruação retrógrada”, que ocorre quando o fluxo sanguíneo volta pelas tubas uterinas, sendo derramado nos ovários, peritônio ou no intestino. Outra teoria muito considerada para o desenvolvimento da doença são falhas no sistema imunológico. Outra hipótese estuda a transformação de células, que assumem as características do endométrio, fora do útero.
De forma geral, podemos estabelecer as seguintes causas para a endometriose:
- Menstruação Retrógrada
- Risco Familiar (genético)
- Fatores Imunológicos
- Metaplasia Celômica
A endometriose pode causar dores intensas no período menstrual, como cólicas que chegam a se tornar incapacitantes, além de dores durante as relações sexuais, dor pélvica crônica, infertilidade, alterações urinárias e intestinais cíclicas.
No Brasil, cerca de 6 milhões de mulheres têm endometriose. No entanto, por ser uma doença que apresenta diferente sintomas em cada mulher ou que pode ser assintomática, o diagnóstico da endometriose demora em média 7 anos, entre o início dos sintomas e a descoberta da doença. Em pacientes com 20 anos ou menos, esse tempo é ainda maior, de cerca de 12 anos.
Sintomas
Existem 6 principais sintomas clínicos para a Endometriose:
- Cólica menstrual severa
- Dor na relação sexual
- Sintomas intestinais na menstruação, como dores ao evacuar, diarreia, sangue nas fezes, entre outros
- Dor para urinar na menstruação
- Dores entre as menstruações
- Infertilidade
Endometriose na Adolescência
Cólicas fortes na adolescência podem indicar endometriose e devem ser avaliadas por um ginecologista qualificado na área da endometriose, principalmente se houver histórico familiar.
Desde a primeira menstruação, a doença pode se manifestar e progredir lentamente até a idade adulta, quando os sintomas ficarão mais evidentes. Quanto mais precoce o diagnóstico, menor será a chance de complicações futuras, que podem ir desde alterações comportamentais, problemas psicológicos e de relacionamento interpessoal até o desenvolvimento de câncer.
No Brasil, estima-se que 70% das adolescentes com dor pélvica sem resposta ao tratamento clínico convencional, com pílulas e hormônios, tenham endometriose. É indicado que este grupo de mulheres se submeta ao diagnóstico da doença. O fator que irá determinar qual a forma mais adequada de diagnóstico será o exame clínico das pacientes feito por um especialista.
Endometriose e a Mulher Moderna
Antigamente, as mulheres menstruavam menos, cerca de 40 vezes durante seu período reprodutivo, pois engravidavam mais vezes. Isso inibia o desenvolvimento da endometriose. Hoje, a mulher tem cerca de 400 menstruações durante este período.
Além disso, fatores associados à mulher e a sociedade moderna, como o estresse e a ansiedade, além de componentes ambientais como a poluição, também podem estar relacionados à incidência da doença.
Diagnóstico e Tratamento
O Brasil é um dos principais centros de excelência no diagnóstico e tratamento da endometriose. Os especialistas brasileiros foram pioneiros no desenvolvimento de formas de diagnóstico por imagem da doença, como o aprimoramento do ultrassom transvaginal com preparo intestinal para este fim.
O diagnóstico da endometriose pode ser feito das seguintes formas:
- Clínico
- Laboratorial
- Imagem
Os métodos mais utilizados e eficazes são a Laparoscopia, o ultrassom transvaginal e a ressonância magnética.
O tratamento pode ser:
- Cirúrgico
- Clínico
- Combinado
O tratamento cirúrgico visa eliminar ou controlar os focos de endometriose no organismo da paciente. É comum que, após a cirurgia, o acompanhamento seja clínico, com a indução de hormônios que irão suprimir a produção hormonal e, consequentemente, manter a endometriose sob controle.
Clínica Medicina da Mulher: diferenciais no tratamento da Endometriose
A Clínica Medicina da Mulher oferece os mais avançados recursos no combate à endometriose, desde o diagnóstico precoce até o tratamento. Foca-se o tratamento global da paciente. Por meio do conceito de Medicina Integral aplicado na instituição, trata-se da pessoa e não apenas dos órgãos. Dessa forma, a mulher com endometriose irá encontrar especialistas em áreas que poderão somar muito em seu tratamento e bem-estar, como por exemplo, profissionais no campo da Psicologia, Tratamento da Dor e Acupuntura, que terão condições de amenizar os sintomas da doença e proporcionar uma melhor qualidade de vida para as pacientes.
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